sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Fábula Judáica





Uma Fábula Judaica

Três mulheres conversando ao lado

de um poço. Um velho as escutava.
A primeira mulher dizia:

- Meu filho é mto forte, corre e pula.
A segunda dizia:

- O meu filho canta como os passarinhos.
A terceira mulher nada dizia,

então o velho perguntou:

- Vc não tem filhos?
Ela respondeu:

- Tenho, mas ele é um menino normal

como todas as crianças.
As três mulheres pegaram seus potes cheios de água e foram caminhando.

No meio do caminho, elas pararam

p/ descansar e o velho homem

sentou ao lado delas.
Logo elas viram seus filhos

voltando p/ perto delas.

O primeiro vinha correndo e pulando, o segundo vinha cantando lindas canções.

O terceiro não vinha pulando nem cantando, ele correu em direção a sua mãe

e pegou o pote cheio de água e levou p/ casa.
Então as três mulheres

perguntaram p/ o velho homem:

- O que o senhor achou dos nossos filhos?
E o velho homem respondeu:

- Realmente, eu acabei de ver três meninos, mas vi apenas um filho.


É, e realmente se necessita de 39 ou 40 anos para se saber se temos realmente um filho e, infelizmente aos 61 anos de idade descobri que fui geradora de um menino e não um filho.

Que pena !!!!!!!

Isto, muitas geradoras descobrem quando ficam com um pouquinho de mais idade.

Que tristeza !!!!

SolCira

2001

A velha rabugenta







A Velha Rabugenta!
Esta mensagem foi uma que mais me tocou nos últimos tempos!


Quando uma velha senhora morreu na seção para o tratamento de doenças da velhice em uma pequena clínica perto de Dundee, na Escócia, todos estavam convencidos de que ela não havia deixado nada de valor.
Então, quando as enfermeiras verificaram seus poucos pertences, eles encontraram um poema. Sua qualidade e conteúdo impressionaram todas as pessoas, e todas as enfermeiras queriam uma cópia da mesma.
Uma delas levou uma cópia para a Irlanda. A única herança que a velha deixou a seus sucessores foi publicado na edição de Natal da notícia da União para a Saúde Mental na Irlanda do Norte. Este poema, simples mas eloqüente, também foi apresentado com slides. Então, esta velha senhora da Escócia, sem posses materiais para deixar ao mundo, é a autora deste poema "anônimo" que circula na Internet:
A Velha Rabugenta
Texto encontrado em pertences de uma idosa que não tinha posses materiais
Que vêem amigas?
Que vêem ?
Que pensam quando me olham?
Uma velha rabugenta não muito inteligente de
hábitos incertos, com seus olhos sonhadores
fixos ao longe?
A velha que não responde ao tentar ser
convencida... De, fazer um pequeno esforço?"

A velha, que vocês acreditam que não se dá conta
das coisas que vocês fazem e que continuamente
perde a sua escova ou o sapato ?

A velha, que contra sua vontade, mas humilde-
mente lhes permite a fazer o que queiram, que
me banhem e me alimentem só para o dia passar
mais depressa....

É isso que vocês acham? É isso que vocês vêem?
Se assim for, abram os olhos, amigas,
porque isso que vocês vêem não sou eu!

Vou lhes dizer quem sou, quando estou sentada
aqui, tão tranquila como me ordenaram...

Sou uma menina de 10 anos, que tem pai e mãe,
irmãos e irmãs que se amam.

Sou uma jovenzinha de 16 anos.
Com asas nos pés, e que sonha encontrar
seu amado.

Sou uma noiva aos 20,
Que o coração salta nas lembranças,
Quando fiz a promessa
Que me uniu até o fim de meus dias
com o AMOR de minha vida.

Sou ainda uma moça com 25 anos,
Que tem seus filhos,
Que precisam que eu os guie...
Tenho um lugar seguro e feliz !

Sou a mulher com 30 anos.
Onde os filhos crescem rápido,
E estamos unidos com laços
que deveriam durar para sempre...

Quando tenho 40 anos Meus filhos já cresceram
E não estão em casa...
Mas ao meu lado está meu marido
Que me acalente quando estou triste.

Aos cinquenta, mais uma vez comigo
deixam os bebês, meus netos, e de novo tenho
a alegria das crianças,
meus entes queridos junto a mim

Aos 60 anos, sobre mim nuvens escuras aparecem,
e quando olho meu futuro me arrepio
toda de terror.
Os meus filhos se foram, e agora têm os
seus próprios filhos...
Então penso em tudo o que aconteceu e
no amor que conheci.

Agora sou uma velha. Que cruel é a natureza....
A velhice é uma piada
Que transforma um ser humano Em um alienado.
O corpo murcha
Os atrativos e a força desaparecem Ali,
onde uma vez teve um coração
Agora há uma pedra.

No entanto, nestas ruínas,
a menina de 16 anos ainda está viva.
E o meu coração cansado,
ainda está repleto de sentimentos Vivos
e conhecidos

Recordo os dias felizes e tristes
Em meus pensamentos volto a amar
e a viver o meu passado.
Penso em todos esses anos

Que foram, ao mesmo tempo poucos
Mas que passaram muito rápido,
E aceito o inevitável..

Que nada pode durar para sempre...
por isso, abram seus olhos
e vejam Diante de vocês não está uma
velha mal-humorada
Diante de vocês estou apenas “EU...”

Uma menina, mulher e senhora Viva...!!
E com todos os sentimentos de uma vida...
************************************************

Lembre deste poema da próxima vez que encontrar uma pessoa idosa mal-humorada e não a rejeite, sem olhar primeiro a sua Alma Jovem…

Você vai estar algum dia em seu lugar…

SolCira
2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A tirinha que emocionou o mundo

A TIRINHA QUE EMOCIONOU O MUNDO
Por : Max Gehringer

Quando vc era bem pequeno...
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...eles gastavam horas lhe ensinando a usar talheres nas refeições...
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... ensinando você a se vestir, amarrar os cadarços dos sapatos, fechar os botões da camisa..
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Limpando-o quando você sujava suas fraldas lhe ensinando a lavar o rosto a se banhar a pentear seus cabelos...
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...lhe ensinando valores humanos...
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Por isso...
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...quando eles ficarem velhos um dia...e seria bom que todos pudessem chegar até aí (não preciso explicar...não é?)
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...quando eles começarem a ficar mais esquecidos e demorarem a responder...
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...não se chateie com eles...
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...quando eles começarem a esquecer de fechar botões da camisa, de amarrar cadarços de sapato...
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...quando eles começarem a se sujar nas refeições...
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...quando as mãos deles começarem a tremer enquanto penteiam cabelo...
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...por favor, não os apresse...porque você está crescendo aos poucos, e eles envelhecendo...
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...basta sua presença... sua paciência... sua generosidade... sua retribuição...
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...para que os corações deles fiquem aquecidos...
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...se um dia eles não conseguirem se equilibrar ou caminhar direito...
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...segure firme as mãos deles e os acompanhe bem devagar respeitando o ritmo deles durante a caminhada... da mesma forma como eles respeitaram o seu ritmo quando lhe ensinaram a andar...
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fique perto dêles...assim como ...
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...eles sempre estiveram presentes em sua vida, sofrendo por você... torcendo por você....
e vivendo "POR VOCÊ"
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"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO"
( Max Gehringer)

Repassando, recebido por e-mail
2011

Lya Luft

Lya Luft

SolCira



Lya Luft
Nascimento = 15set1938 = Rio Grande do Sul = cidade = Santa Cruz do Sul ( colonização alemã )
Formação = pedagogia e letras anglo-germânicas
Início da vida literária = aos 60 anos como tradutora em alemão e inglês
Primeiro livro = Canções de Limiar ( 1964 ) = poesias
outros livros = Flauta Doce = 1972 = poesias
= As Parceiras = 1978 = contos
Teve um acidente automobilístico e entrou para a ficção.
= A asa esquerda do anjo = 1981
Acha que a vida é um sofrimento e ela diz que escreve sobre o que a assombra.
= Exílio = 1987
= O lado fatal = 1989 = poemas
= O rio do meio = 1996 = ficção
= O ponto cego = 1999
= Histórias do tempo = 2000
= Mar de dentro = 2000
= Perdas e ganhos = 2003
E, de Lya Luft chegou às minhas mãos o Livro Perdas e Ganhos que aqui faço um resumo. Ele se encontra neste blog pois fala muito da Terceira Idade e dos sentimentos que estão na cabeça dos idosos.
Questionamentos encontrados em seus debates, grupos e seminários. São coletâneas de questões que apareceram em suas palestras.
" Somos autores de boa parte de nossas escolhas e omissões, audácia e acomodação, nossa esperança e fraternidade ou nossa desconfiança.
O mundo não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui forma, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Todo amor tem ou é crise, todo amor exige paciência, bom-humor, tolerância e firmeza em doses sempre incertas.
Mãe não tem que ser amiguinha, tem que ser mãe, tem que ser aquela a quem os filhos, mesmo adultos, sabem que podem recorrer quando tudo falha , até os melhores amigos.
Amor não é servidão.
Naquele momento, naquela circunstância, eu fiz o melhor que podia.
Ter raiva e não rancor é saudável e necessário.
Amor é tarefa complexa, além de tudo porque, para amar, preciso primeiro me amar.
Precisamos superar a idéias de que estamos meramente correndo para o nosso fim, um processo de deterioração e apagamento.
Se não formos demasiado tolos, gostaremos de nossa aparência em todos os estágios.
Para viver qualquer fase com alegria, viver com elegância e vitalidade, é preciso acreditar que vale a pena.
Todos precisamos encontrar uma solução para o inibidor meio da passagem do tempo, que é afinal medo de viver.
Cumprimos muitos deveres. Erramos, porque também isso é preciso, sofremos, porque faz parte.
Passamos a viver mais, nem sempre passamos a viver melhor.
Hoje avós dirigem carro, viajam, jantam fora, namoram, usam computador, são participantes do e no tempo. Mesmo assim, há o repúdio à velhice.
Numa sociedade onde sucesso e felicidade são dinheiro, aparência e sexo, os velhos são descartados.
O tempo tem de ser sempre o meu tempo, para realizar qualquer coisa - ainda que seja mudar de lugar a cadeira ( até a de rodas ) e ver melhor a chuva que cai.
Experimentamos uma constante alternância de ganhos e perdas.
Sofrimento, pobreza, doença, abandono, morte - são ameaças, corpos estranhos numa sociedade cujos lemas parecem ser agitar, curtir, não parar, não pensar, não sofrer.
O luto é necessário.
Aprendemos que há outras formas de amar. Não substituem mas iluminam : amigos, família, interesses, novidades.
Perda da juventude tem a ver com o quanto somos vazios ou o quanto são estreitos nossos horizontes.
A perda do amor levado pela morte é a perda das perdas.
É preciso esperar a ação do tempo.
Escrevo sobre o amor e a vida em todas as formas.
Aprendi que a melhor homenagem que posso fazer a quem se foi, é viver como esta pessoa gostaria que eu vivesse : bem, integralmente, saudavelmente, com alegrias possíveis e projetos até impossíveis.
Enquanto houver lucidez é possível olhar em torno e dentro de nós.
Nestas páginas falei da passagem do tempo que aparentemente tudo leva...falei do tempo que faz nascer e brotar...falei de perdas e ganhos.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se a cada momento.
Não é preciso realizar nada de espetacular.
Mas que o mínimo seja o máximo que a gente conseguiu fazer consigo mesmo. "


Comentários
Estas são palavras , as quais anotei deste livro.
Como todos nós, seres humanos ou não, vivemos em perdas e ganhos. Também eu perdi muito mas, acho que ganhei muito também. Perdi amores, ganhei lutas. Será que ganhei experiências ???? Não , pois cada perda é vista de um ângulo diferente, vivida em épocas diferentes e, sabe, somos pessoas diferentes a cada segundo.
Por longos tempos achei que ter 30 anos de idade era uma coisa incrível, que tudo já estaria ali aprendido, que a vida ali estaria acabada pois a morte estaria bem ali ao lado.
Quando, ao fazer estágio numa escola municipal; estágio obrigatório a todas normalistas, deparei com meu primeiro encontro com a vida. Estive numa sala de aula, onde a professora me pareceu fabuloso, sábia. Quando soube que ela estava formada a 10 anos, achei então que ela era mais incrível ainda, que sabia tudo sobre educação. Indaguei isto com ele. Sua resposta me desconcertou : Não, eu não sei nada, ainda estou aprendendo, tenho muito a aprender. E, sabe??, exerci minha profissão por 25 anos e de certa maneira ainda a exerço mesmo estando aposentada e, escuto a voz da professora sábia, sempre em meus ouvidos. Sei hoje que o conhecimento é algo vivo, não é estagnado e há sempre algo mais a aprender, ninguém domina tudo, ou todo assunto, sempre se tem algo a recomeçar. Hoje, já passei dos 30 anos, tenho hoje 61 anos e 62 no mês que vem. E, estou ainda aprendendo muita coisa, muita coisa mesmo.
SolCira
2011